No cemitério da Consolação o muro diz  Odeie o seu ódio! Ame o seu amor! E isso repentinamente unido ao atual clima de Natal remeteu-me muitas nuances.
Quando não se quer mais pensar, apenas falar e colocar em formas alguma coisa desconhecida que habita nosso interior, tudo fica sem nexo e confuso... e o “dane-se” nunca soou tão bem.
Então enquanto uma parte da população teoriza a abominação ao Natal, acusando o mundo de hipocrisia e milhões de possibilidade para formar a negatividade diante de tal, eu penso que nunca tive problemas com o Natal e de certa forma até acho simpática sua fachada e aquele monte de bandalheiras que a televisão tanto hipnotiza.
Mas entendam bem onde talvez a conclusão disso tudo queira chegar, e nem de perto passa pela aceitação massiva ou escuridão alegre.
Nunca antes havia parado com intenção de formular uma opinião própria sobre tal data, mas agora desconexamente começo a talvez vislumbrar uma sensação... ainda indeterminada.
Uma coisa que me salta gritando junto com todo esse auê é, invariavelmente, as neuras “engenheiras”: “Vamos passear depois do tiroteio. Vamos dançar num cemitério de automóveis. Colher as flores que nascerem no asfalto. Vamos todo mundo... tudo que se possa imaginar!

Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta
Vamos velejar no mar de lama
Se faltar o vento, a gente inventa

Comentários

  1. As pessoas não têm problema com o Natal. Elas têm problema com o capitalismo. Melhor que isso, só vida de índio: dinheiro não existe e todo mundo anda pelado.
    Se Deus quiser, um dia quero ser índio...

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  2. Espero que esse "Destoante" não signifique confuso, mas apenas paradoxal.
    kkkk

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