Eu agarrei o primeiro vaga-lume
e
fiz-me órfã.
Sem algo realmente ruim como impulso,
sem conhecimento sobre angústia natural.
Despertei com o fim da tarde
e
uma luminescência solitária inocente.
O que era liberdade podia ser também prisão,
o que era destino podia ser também escolha.
Avancei sem medo
e
foi quando mais medo senti.
Sem saber realmente que é possível voltar,
sem acreditar que é bem possível seguir.
Na noite o vaga-lume me confunde,
ora me cega,
ora me guia.
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