Caminhamos e esbarramos, e esbarrões são casualidades. Casualidades truncadas, estranhas, desacreditadas, mas sempre elemento surpresa 100%.
Acreditamos saber, planejar, premeditar, esperar, mas nunca sabemos, planejamos, premeditamos ou esperamos aquela pitada de sal extra, aquele açúcar baunilhado desapercebido.
Como não nos maravilharmos com a independência da vida?
Seria possível que houvessem sorrisos sem o desconhecimento dos momentos?
Quanta tristeza poderíamos acumular sem o escape do imprevisível? Quanto sobreviveríamos sem viver?
Talvez os mapas me causem mais medo pela sua identificação em saber-se, em conhecer e mostrar o adiante, do que a maravilhosa constatação da amplitude do que não se controla, não se conhece, não se pode esperar e, portanto, não se pode escapar.

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