ah

no longe desconhecido manhã nasce limpa visível invisível e risível duas rosas distintas e o marrom de todos os tons um letreiro que não diz um engano que seduz nas esquinas próximas tarde finda escura incompreensível compreensível no meio fio corre o rio alardeando faltas e quando cruza a avenida muito tudo muda muito
 ah
crer
esperar
sonhar
desejar
obcecar
querer
igual criança mimada sentada na escada mordendo a blusa desolada chorar e sorrir
estremecer 
ah
querer
ah
 deixe-me
fazer o mar
num copo 
com água e sal
algas desenhadas no vidro
dois peixinhos 
um canudo
e no mar
cantar-te
ou


ah


o mar então se faz de lágrimas

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