Origens

Uma pedra no sapato, ou no meio do caminho, e eis que nasce um poema. Uma morte ali na esquina pacata, ou um abandono que reforça a esquina agitada, e eis que nasce uma reportagem. Um vazio existencial, uma dor aguda, uma alegria transbordante, alguma coisa que lateja, que grita, que ecoa, que festeja, e eis que nascem palavras numa folha de papel. É o que dizem. É o que nos empurram goela abaixo e vomitamos num refluxo ingênuo, mas quem pode atestar de fato o que nos impele a escrever? Ninguém.

Comentários

  1. Ninguém.
    Alguém.
    Coisas também.
    internas e externas.
    Mal ou bem?
    Para mim, pra vc, ou para quem?
    Por tristeza, por amor
    angústia, natureza ou dor.
    Para a alma
    Para os bens
    Para o mal, ou para o bem...
    E no fundo, mesmo
    Pra mais ninguém e unicamente
    pra nós mesmos nos refletirmos
    em outrem.


    né? rs

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  2. E como dizia Clarice:"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente minha própria vida."

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  3. Ninguém mesmo. Escrever é muito particular e total ao mesmo tempo. De pertencer e não pertencer. Sempre muito confuso.
    Bjs

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