Que parta pelo sim

Das árvores caem diamantes, cristais de água tão raros que só a malícia poderia eleger como simples água. E no matagal virgem brilham estrelas flutuantes que é quase possível tocar. É de um êxtase profundo tudo ali. Sempre além do além, mais puro e mais belo aos olhos que já não são mais tão acostumados à inocência.
E do que adianta tanto pureza? Do que adianta o sol ser mais manso, a terra mais bonita, o ar mais aconchegante? Por que não contenta viver cercada pelo mimo mais completo? Do que adianta adoçar a vida com simplicidades? Por quê? Ter a família toda reunida e...? Aqui onde tanta maravilha se pinta não pinta o que eu sou. Estranha de mim mesma, sou peixe fora d´agua, destoante e inútil me fico se fico. 
Permanecer seria lindamente fraco, porque meus olhos não têm repouso no incomodo do que não é meu e ouvidos e boca não tem vez. As mãos vazias sem saber plantar. Os pés descalços sem poder andar. E eis que vontade alguma impediria o precipício mais próximo, o fim mais insignificante. Força alguma seria capaz de vencer tantas belezas todos os dias... tantos acalentos, tantas ombros, tantas mãos, tantos amores...

Comentários

  1. Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

    - Daniel

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Engenhe sobre o engenho! ;)